sábado, 31 de janeiro de 2015

«…UMA CANÇÃO SÓ…»





Luz Martins

Perdido em paragens distantes longínquas Na terra Ulisseia escutando essa sirena
Numa rezada prece escutando essa Gritante novena de barcos no cais atracando
Terra de carvão e aço… De varinas e pescadores, aguadeiros, doutores
Distante saudade de outros amores Numa terra estudando… Grandiosa Cidade
Adormecida… Filha das Tágides, Passado, longínqua memória negada felicidade
No Tejo amado reflectindo… Desejado sentir de novo essa Serra da Estrela
Embalar numa fragata dançando… Na «barca bela» uma nova vida atarefada…
Das memórias de outros tempos das Mulheres tão desejada a capa negra singela
Estrelas que brilham solitárias Que me fazem lembrar as agrestes serranias
Tão desejados passeios cheios de Longínquas saudades desejos de liberdade
Brilhantes olhos cheios de Pérolas de lágrimas que assomam discretas
Singelas fauces lívidas de Pastoras dedicadas, suas ovelhas guardadas
Belas pastorinhas veladas, Mulheres completas de curvas bem torneadas
Serenas flautas que tocam Orações nocturnas tão compenetradas preces
Telas alegres agrestes que trazes Pintadas que teces na Fé construído o Amor
De um Universo maior… criação una de Um Deus portentoso tão nobre e poderoso
Um quadro multicolor de que guardo Infinito Amor de um eterno Universo (in)verso
Deus e só Deus me conduz na estrela O nome do (A)mor condensado num verso…
Maior Fé que cultivo olhando as serranias Esperança essa Fé que move montanhas
A minha maior alegria, ser pincel na Tela de um inspirado pintor pintando serranias

Pintar o mundo às avessas… O mundo inteiro a cores semeando alegrias!!

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