sábado, 31 de janeiro de 2015

«(…) SER POETA (…)» É: II




Ser maior do que o mundo como quem am(A) e sonha
Poeta é: quem sente como suas as dores do mundo també(M)aior
É ter no coração a mesma cham(A)berta no peito ardente
Ter ganas e garras, ardendo na loucura do amo(R) que queima
No peito ter uma espada cravada e no corpo cinco chagas (E) no peito
Coração de dragão e asas de condor e mãos que ama(M)aiores
O corpo da mulher amada ou imaginada com(O) mesmo leito
Mundo que brilha como uma estrela sola(R)enascendo da morte
Ter nas páginas brancas imaculadas o mesmo desejo e do(R)ainha
Nas feridas profundas cavadas cheias de verbos, palavras (E) saliva
Mãos gretadas pelo frio, pelo sentir, pelo desejo de amo(R)aiva esquiva
O mesmo ensejo de sorrir ao beijo que é oferecido de quem se am(A)
Sol que brilha… onde se refugiam os amantes (L)unares desejos cativos
Em dias escuros escondidos pelos muros desse além (É) ser dono do além
Chamas que queimam no desespero, (M)aior, profundo, inferno da alma
dos outros o desdém, a crítica, o olhar reprovador… inferno do mundo
Em nome de uma falsa moral e falso amor na manhã fria…                              

Miguel Silvestre

Loulé 28/01/2014

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