Poeta é: quem sente
como suas as dores do mundo també(M)aior
É ter no
coração a mesma cham(A)berta no peito ardente
Ter ganas e garras,
ardendo na loucura do amo(R) que queima
No peito ter uma
espada cravada e no corpo cinco chagas (E) no peito
Coração de dragão e
asas de condor e mãos que ama(M)aiores
O corpo da
mulher amada ou imaginada com(O) mesmo leito
Mundo que brilha como uma estrela sola(R)enascendo da
morte
Ter nas páginas
brancas imaculadas o mesmo desejo e do(R)ainha
Nas feridas
profundas cavadas cheias de verbos, palavras (E) saliva
Mãos gretadas pelo frio, pelo sentir, pelo desejo
de amo(R)aiva esquiva
O mesmo ensejo
de sorrir ao beijo que é oferecido de quem se am(A)
Sol que brilha…
onde se refugiam os amantes (L)unares desejos cativos
Em dias escuros
escondidos pelos muros desse além (É) ser dono do
além
Chamas que
queimam no desespero, (M)aior, profundo, inferno da alma
dos outros o desdém, a crítica, o olhar reprovador… inferno do mundo
Em nome de uma falsa
moral e falso amor na manhã fria…
Miguel Silvestre
Loulé 28/01/2014

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