Rubi errante Da mesma vida Vida incarnada
Rubi vermelho Vivendo intenso De sangue ardente
Da cor do sangue No mesmo verso Em verso inverso
Da tua vida Da palavra ferida Que sangra d’alma
Paixão andante Assim representa Cheia de verdade
Acende na alma Do fundo da alma Cheia de mentira
Essa centelha As suas emoções Cheia de dúvida
Nesse teu palco Na mesma sala Cheia de saudade
De alma vermelha Cheia de gente Assim se faz
O amor ardente Mais uma vez A felicidade
A paixão feroz A mesma alegria De quem assiste
O ciúme obscuro Em todos os actos Com atenção
A dor atroz De noite ou de dia A esse jogo
A felicidade e a dor O pano desce De sedução
A tristeza o furor Sobem aplausos Numa sala escura
O desejo de mais Chovem alegres Cheia de gente
De mais um abraço De pés descalços Que de pé aplaude
De mais um beijo Em assobios Essa outra
gente
Em suspiros e ais Desde a plateia Gente andante
Em ais de desejo Até aos balcões Que representa
Um amor absoluto Sobem balões Com o seu sangue
Uma vida a dois Na mesma alegria Incarnado na festa
Traições infelizes Assim se
celebra Na festa rija
Nascimento, morte De forma
ardente Onde tudo se diz
Berços e caixões A mesma alma Nessa fantasia
Casas exíguas A alma do povo Onde quem vê
Salas escuras Que se reúne É esse o enganado
Ruelas perdidas Cheio de
vontade Pois assim o quer
No palco da rua Cheio de novo Acredita que a
vida
No palco da vida De curiosidade É rubi em sangue
És sonho Que vem de
novo Espírito encarnado
És esperança Pelo seu pé Um actor exangue
És sangue e
vida Ao Teatro do Povo Em sangue dado

Sem comentários:
Enviar um comentário