Um dia serei como
toda a gente... gasto cansado... doente... Hoje
criança, amanhã velho
Sorriso que aprendi
passou de meus Pais para mim... Mas esse
sorriso guardei
Inocente, desesperado,
brilhante, sereno, amado, escondo Na
minha boca a esperança
Esconde quem tem medo
de perder, de ser julgado Pelo olhar dos
outros o desdém
O amor doce me
salvou, da tua boca esse mel... Na minha
face a inocência
Meu amor, favo de
mel... Da tua boca a candura... Na minha
alma a pureza
Outro dia se passou...
passeando nessa praça... Na boca dos
outros a infâmia
Ser diferente não
é desgraça... É ser maior e aprender... Na
alma de meus pais a certeza
De numa vida ter
de sofrer... Tantas dores e incertezas... De
uma vida sofrida
Um peito aberto
que sangra... De palavras doloridas... De
tanta incompreensão
Dia que passa
dormente... Sangrando do coração... Que
dessas bocas do mundo
Ser diferente é
castigo... Para os que não compreendem e Nos
fazem chorar de aflição
Criança ser é amor
dar, foi essa a resposta que dei... Nas
nossas preces o coração
E essa criança
abracei... Criança sorriso e dor... Que
chora lágrimas de sangue
No seu leito de
amor... Na Fé de Cristo a esperança... Na
nossa Fé o desespero
Outro sorriso de
criança. De uma criança suplicante... De
uma prece exangue
Renascer... mais uma
vez... Depois da noite de tormenta... E
da noite se fez dia...
Recolho-me com a alma
vazia... Mas não deixo de olhar para a luz... Encontrei nela o conforto
Em momentos de
aflição... Abro o meu coração e choro... Nessas
orações de vigília
Fragmentos desesperados
em pensamentos absorto rezando A esse
Deus na cruz... que jaz morto
Esquizos pensamentos desesperados rogando ao Cristo crucificado... Mas eu sei que ele vive
E ponho-me
novamente de pé... Gritando alto por ajuda... Nos corações na nossa Fé
Falo então dessa
maneira, pois sei que serei escutado... Ponho-me
então de pé e Grito:
Para quê tanto
sofrimento? Porque tive este destino? -
Porquê senhor? Porque YHWH?
Dentro de mim a
resposta... Pois nestes momentos de aflição... Também carrego uma cruz
Da compaixão...
Aprendo assim com meus filhos essa dor... Que
pesa nos nossos ombros feridos
Alma pura dessas
crianças que sorriem nesses momentos... Em
que acordo à noite e choro
A Deus Pai que
está no céu... Rogando a Deus que me ajude... No meio de gritos aflitos...
Minha cabeça
rebenta, com esses desesperados gritos... Choro
então em desespero
Cabeça quente de
sofrer... E no seu leito sagrado deito-me Aos
pés dessa minha criança
É nesses
momentos que vejo... a sua alma suplicante... Que grita nos pesadelos
O desespero...
pedindo ajuda... Dessas memórias Que
marcam a sua lembrança...
Mundo de bem e de
mal... Desses outros fragmentos... De Lembrança
de vidas e vidas
Que foram em
sofrimento vividas, choradas, exaladas, Que
se consumiram num segundo
Abriga então o nosso
coração... Uma vontade de viver... Um
grito que pede por ajuda
Os outros...
palavras mudas... Em desespero de causa... Um
grito de fome mudo...
Meus sorrisos,
alimento, as minhas preces fragmentos, E
assim se escorre o tempo
Sorrisos maravilhosos,
momentos... Que pairam e dançam no ar... Em
noites de vigília e preces
Dou-lhes a minha
palavra... amar... São então esses momentos... São estes momentos sofridos
O que justifica
o meu amor que lava da minha alma a dor... Que quero esquecer mas não tento...
Meu fado é
sofrimento... Os meus sonhos... pesadelos... Acordo então mais tarde e vejo
Olhar para dentro de
mim... E então sorrindo vejo... Que um
novo dia nasceu
Minha alma um
desejo... Foi a paz que Deus me deu... Salto
da cama...
Alma minha... Vejo
a luz a nascer... Parece ser agora dia... E
que vejo?
Minha boca
aberta... Um filho meu... Uma criança a
olhar para mim...
Boca sorrindo sem
fim... Uma criança que acorda e diz a palavra amor... Um filho meu...
Dou-lhes então o meu
olhar, as minhas mais bonitas preces... Um
filho ou filha acordado
Sede de amar e ser
amado... Que com esse sorriso Solar... Que
me olha fixamente
De fazer um Pai
e Mãe chorar, cheios de alegria e cor... Com
um olhar sorridente
Amar pela alma da
gente, sorrindo pelo coração... Que faz
chorar de alegria
Abrigo-os nessa
emoção... De calor, amor e fadiga... E
recordo-me então dessa gente
Com filhos que
sofrem também, Que rezam pelo amor... Que
também vive como eu
A sua
serenidade encontraram nesse amor divinal... Que bebe no sorriso dos filhos
Minha esperança afinal...
Esse sofrimento que interpreto... A cruz
que Deus nos deu...
Roupa e agasalho é
por nos fazer ser maiores... Mas se nada
há sem sacrifício
Mas se tudo não
são dores, se aprender é crescer... E sofrimento é valor
À minha sorte
abandonado, choro mais uma vez de amor... Que
dá mérito à alma
Noite escura que
vai acabando... Essa tormenta terá fim... Quando
se sofre de dor
Tenho então o
amor... perto e dentro de mim... Olho
para essas crianças
Frio no seu olhar
sinto, mas os seus miminhos aquecem... E
bebo delas os sorrisos
Temos então abrigo
na boca, nesses sorrisos inocentes... Que
são as suas esperanças
Sede de amor e
amar... entre dentes... Que se perdem em
meus juízos...
De querer dar e
querer ser... Um Sol que brilha na hora... Nesse olhar... Penso que vejo agora
Carinho no meu
coração, Onde o amor arde e revolve... E olha Essa estrela que brilha
Converso com Deus
agora... E perco-me nesse corpo celeste... E
que nesse céu chora
Com mil anjos
resguardados... Que dançam com espadas flamejantes, Nessa chama que cintila
Eles que trazem as
boas novas a essa Terra... Trémula,
exuberante, que enamora
E que clama por
ajuda... Peço a Deus que nos acuda... Numa oração Feita de mil cores de fogo
Choro lágrimas a
rodos, que se transformam em pérolas... Brilhando
nas profundezas cósmicas
À espera de se
transformarem em estrelas... Desse
Universo profundo
Espera um Arcanjo por
mim... Nessa estrela sagrada Que é a
casa de Deus
De todos os
filhos seus, criados nesse fogo estelar, Onde
nasce a nossa alma
Um plasma de
energia e amor... Que salta do Sol
para a terra... Feito Nessa fornalha
Solar
Miminho que Deus fez
nascer... Nesse mundo de almas e mar... Que
nos transmite calor e calma...
O mar dessa
estrela celestial, que nos faz compreender que Somos todos filhos de Deus...
Amor para dar e
receber, são assim os filhos seus... Sem
o Sol nada nasceria
Me aquece e dá
abrigo... eu que julgava castigo... e afinal amor é... Pois o meu filho nasceu
Salvará pelo amor que
sem ele não passará... Assim sei que o
Sol brilha
E com ele Deus
rejubila, dou-lhe graças, dou-lhe a minha paz... Com a bênção que Deus me deu
Com Ele esse
filho meu que eu vejo agora renascido... Pois
no sofrimento aprendi...
Ele que eu
julgava perdido... sorri agora para mim... Aprendi
a amar maior
Meus filhos me
ensinaram... Eu que julgava a verdade saber... Eu que julgava que amava
Irmãos são todos os
homens... É o que todos afirmam... Mas
eram palavras de cor...
Poderemos amar então...
dando sentido às palavras... Agora amar
faz sentido
A minha paz
encontrei... Na Fé caminho contigo... Eu
que quis que meus filhos nascessem
Paz eu agora
encontro... Nesse sorriso que não demora... E não me arrependo agora
Encontrar de encontrar
esse caminho... Do amor... Dessa decisão
tomar
Se alguns o não
permitem... Se não deixarem viver... Alguns
que vivem na dúvida
Dermos ordem para
morres... E essas pequeninas almas... Perdidos
na imensidão do mar
Todos Deus irá
buscar para dentro de si... Do mar de
palavras que escorrem
As dores dos
outros sem fim... São os que não acreditam... De bocas vazias sem vida
Mãos gesticulando
aflitas... Vem... Vem para mim... Esses
Que não sabem sorrir
Eles que não
conhecem compaixão... Pois amar já esqueceram... Pois não compreendem...
Precisam de viver mais
uma vez... Para aprenderem a ser maiores... A diferença
De longe se
vê... Quem não ama é cego... Quem cego ama... vê... Entre entregar e ser entrega
Amor que nasce no
peito, amor que escorre no leito... A
esse amor especial
E quem julga
que morreu, descobre... que o amor vive afinal... Que um sorriso não nega
Eu que tenho
para dar, qual o bem mais precioso, se não a palavra amar Em cada rosto inocente
Preciso desse sorriso
olhar... que de uma criança diferente... Dessas
crianças que entendem
De olhar na alma
da gente... perscrutando o coração... Muito
mais que toda a gente
Lhes conhecem o
coração... E esses que tudo julgam saber... Essa Gente que se julga sábia
Dar-lhes o
sarcasmo a conhecer do alto da sua incompreensão... Essa gente Inteligente e douta
No fundo
ignorantes que julgam que o amor pode ser dissecado... Gente que chama aos outros
Meu deficiente
mental... meu pequenino infeliz... meu anormal... Gente ignorante e louca...
Mundo este de
incompreensão. Que não conhece o amor. Loucos
são os que não compreendem
Minha razão de meus
filhos... Que por amor desejados... Que
ser diferente é ser assim
Cabeça essa vazia...
que o amor não queria... por julgar que era fim... Um rosto de criança inocente
Um sorriso na
sua boca... Uma cara angelical... Um menino ou menina Que olha e sorri para mim...
Lar esse minha
cabeça na Fé a destreza. De amor encontrar assim. E é nesse sorriso que encontro
Para quem me ama
julgar... Com o seu sorriso de criança dão-me Forças para continuar
Os outros que
não compreendem que amar é ser assim E
nas minhas preces encontro
Abrigar esse
Benjamim... A paz... A esperança... A felicidade... A paz para me abrigar
E na esperança
a verdade... De lhe dar uma vida um lar... Paz
para comigo e para os outros
Juntos cresceremos
maiores... Os outros esses são loucos... Não têm Paz interior afinal
Todos seremos
poucos para essa verdade encararmos... Que
me faz recordar a criança
Viveremos como
irmãos... abraçando essa criança... Que
fui em tempos outrora
Ultrapassando os meus medos
e olhando o seu sorriso de Criança
traquina e feliz
O seu olhar
carinhoso, recorda-me quando também fui petiz... Recordo esses momentos agora
Sentimento doce e
quente, que brota do coração... E no
sorriso das crianças
De emoção faz
chorar, lembrando esse sorriso, esse sorriso solar... Que é o melhor momento
Ser criança
apenas, esses anjos brilhantes que fazem esquecer nossas penas e Esse sorriso é o Sol
Muita alegria de
viver, hoje que o mundo abraço, Que
brilha na alma da gente
Gente morena que
abraço, nesse largo... largo abraço Tão
doce, tão lindo e quente
Num desespero de
enlace que nos dá vontade de viver e Que
enche o nosso coração
Só de abraçar
com o seu sorriso, eu que aprendo essa canção De amor e comoção
Corpo e alma, teu
juízo... São assim como as crianças... Que
nos faz enternecer
E nos risos as
lembranças... De um Cristo, de Jesus... Desse
sorriso quero beber
Beber para esquecer
a minha cruz... E nesse amor desmedido... O
amor dessas crianças
Esse momento
vivido, que parte desse sorriso celestial... Que pelo olhar nos cativam
Momento de alegria
divina... Que me serena e alenta... Que nos desejam... E pelo sorriso amam
De sofrimento
nascidos... e o nosso clamor chamam... Aquecendo
o nosso lar
Mais um dia
passou, com eles eu quero brincar, um sorriso me enlevou, Com o seu sorriso Solar
Amor eu vou
encontrar na boca dessas crianças... É
esse amor que procuro
Precisar e receber,
para depois partilhar, dar a outros antes de ter... Tão alvo, sereno e puro
Eu que havia
esquecido... É esse amor que eu digo... Tão
doce, tão meigo, tão quente
Que alegra o
coração da gente, que adormece a loucura... Que fazem esquecer na gente
Agora o meu coração
é ternura... E assim vai mais um dia... E Todo
o sofrimento vivido
Sorrio agora
contente, aprendendo com esses anjos que do Ouvido da boca dos outros
Quando são os mal-amados...
que não compreendem o amor... Que não
conhecem a verdade
Me injuriam
pecados... sempre... sempre infundados... Que
não reconhecem inocentes
Apetecia entre dentes
pagar-lhes na mesma moeda... Por não
amarem de verdade
Chorar fazem sem
pena, pelas penas do inferno... juro... O
amor é ele entrega
Lágrimas sentidas eu
juro, dessas pérolas amealhadas... É dar
sem esperar receber
Sentidas nessas
fiadas... De dores sofridas em sangue... E noites mal dormidas É sacrifício e serena
A minha e a sua
sina... Hoje sou feliz amanhã triste... E este meu sangue Quem dele quiser beber
Fio a fio escorre
exangue, até não ter mais do que beber... O
amor é também alimento
Mas o corpo de
Cristo sagrado, dá a vida eterna e amor... É
carinho e protecção
Não deixa morrer
na dor, quem lhe pede em aflição... É
fogo na alma da gente
Deixo-me assim
adormecer, nesse leito de cama quente... Que
aquece o coração
Morrer na cruz em
desespero... foi esse o destino do salvador... É esperança
A sua alma, do
seu sangue sua água... sorri agora liberto dos pecados dos outros... É sorriso
Esperança e fome de que
deseja a salvação... É o riso de uma
criança
De vida ou morte
ou esperança dessa outra vã... É uma vida que escolhe É um olhar terno de manhã
Um menino ou
menina, criança apenas... ardina... O
amor é uma criança
Dia após dia que
aquece, que nos embala e adormece... Que
nos chama papá e mamã
Os sorrisos são
miminhos... que nos fazem crescer... É
um pedido de ajuda
Deixar sorrir e
correr... correr nas nossas memórias... E
posso defini-lo assim:
- Partir para longe em
busca do significado do amor «Ainda que eu fale as línguas dos homens
Eu que o mundo
percorri... sofri mil golpes de morte... essa foi a minha sorte... e dos anjos,
Que me
protegeram... aprendi uma grande lição... amor é também perdão... pois se não tiver amor,
Choro sem rumo nem norte,
abandonado à minha sorte... sou como um
bronze que soa
No fundo de alma
vazia... na rua escura, dormente e fria... ou
um címbalo que retine.
Desejo de perdoar a
quem me vier consultar... Ainda que eu
tenha o dom da profecia
De todos esses
saberes, mesmo que eu tenha a verdade e
conheça todos os mistérios
Todos os recantos
do mundo, guardados no poço fundo e toda
a ciência,
Eles não me
salvarão... mesmo que eu seja crente... ainda
que eu tenha tão grande fé
Ver o mundo de
frente... percorrendo todos os caminhos, mesmo que transporte montanhas,
Sorrir é a minha
salvação, pois nessa alma profunda... se
não tiver amor, nada sou.
Hoje sou palavra
nua... E na verdade vos digo... Ainda
que eu distribua todos os meus bens
Sou uma alma
vazia sem amor... mesmo que dê e
entregue o meu corpo para ser queimado
Sol da manhã
serei se amar... se não tiver amor, de
nada me aproveita.
Amanhã será um novo
dia... O amor me salvará... O amor é
paciente, o amor é prestável,
Lua essa que alumia
à noite o viajante que não é invejoso,
não é arrogante
Depois da
caminhada... tendo ao pé um companheiro nem
orgulhoso, nada faz de inconveniente,
Planeta esse a
morada, do amor de Deus essa fada que não
procura o seu próprio interesse
Estrela que brilha
enamorada de amor verdadeiro que não se
irrita nem guarda ressentimento.
E por esse céu
resguardada... mas cega de juventude... que Não se alegra com a injustiça,
Céu esse que é
minha casa da qual tenho eterna saudade mas rejubila com a verdade.
Hoje sou Sol,
amanhã lua, hoje ele é menino Deus... que Tudo
desculpa, tudo crê,
Sou esperança,
vida sua... que tudo olha, tudo vê... tudo
espera, tudo suporta. (...)»[1]
Sorriso largo na
manhã crua... que aquece o frio da manhã... E sempre que me lembro disto
Amanhã rezo depois,
por palavras sentidas... Olho para essas
crianças à minha porta
Rua de esperanças
comovidas... Vividas... Banhado num mar
de lágrimas de amor
Menino ou menina...
crianças... Olho para elas e vejo esse
sorriso melódico
Ou simplesmente
a luz do Sol... Que me abre a alma ao
mundo
Menina ou menino
sorrindo alegremente... E nesse
sentimento de dádiva profundo
Hoje descobri a
mais maravilhosa verdade... que Retribuo
com o meu olhar
Sou criança...
dono do mundo... dono do Sol e da lua... E
bebo deles esse sorriso...
EU... que aprendi de novo a palavra amar... Escrita
na boca das crianças... O seu sorriso
Solar...
Miguel
Silvestre
Valinhos –
Alte 07/11/2010
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